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Não sinto tesão pelo(a) meu(minha) companheiro(a). E agora?

  • Foto do escritor: Marina Vasconcellos
    Marina Vasconcellos
  • 14 de jan.
  • 3 min de leitura

Por: Marina Vasconcellos

Imagem: Freepik
Imagem: Freepik

Tem sido freqüente a procura de terapia por casais com esta queixa: perguntam se é “saudável” manter um casamento onde não há atração sexual pelo parceiro. Tudo é bom na vida a dois: são amigos, adoram viajar juntos, criam os filhos com harmonia, têm uma vida social gostosa, dividem as tarefas de casa, possuem planos em comum, mas não existe sexo.


Bem, aí entramos numa questão bastante delicada e de difícil acesso, já que ninguém gosta de admitir que não sente mais (ou nunca sentiu?) atração pelo cônjuge. Se for da parte de ambos, até fica mais fácil.


Muitas coisas podem estar em jogo: como o casal conduz a vida sexual? Conseguem conversar abertamente a respeito do que cada um quer, de suas preferências e suas queixas ou calam-se, fechando-se em seu mundo próprio, com medo da reação do parceiro? Ambos estão satisfeitos com a vida sem o sexo ou apenas um deles não se importa?


Como anda a conexão entre o casal? Existe carinho, respeito, afinidades? Em qual fase da vida se encontram: juntos há muito tempo? Filhos pequenos demandando muito? Menopausa desregulando os hormônios e a libido? Alguma doença física ou emocional diagnosticada, precisando de tratamento adequado? Trabalho e estresse da vida cotidiana minando as energias de ambos ou um deles? Afinal, essa vida corrida que levamos muitas vezes nos confunde, pois o cansaço e a correria do dia-a-dia não nos permitem ficar o tempo que gostaríamos à vontade com o parceiro, ou mesmo sair para fazer programas gostosos e estimulantes para a vida íntima do casal... Enfim, somos “tragados” pelos afazeres em geral, excesso de responsabilidades, horas passadas no trânsito, criação dos filhos e por aí vai. Mas será que tudo isso justifica a ausência do sexo no casamento?


Quando os casais me perguntam se isso “é normal” no decorrer do casamento, devolvo a pergunta com outra: vocês estão incomodados com essa situação ou está tudo bem? Porque há quem não se importe ou sinta falta do sexo, casais que ficam muito bem mantendo relações apenas esporadicamente, e aí, quem pode julgá-los ou criticá-los? Passada a paixão inicial, é normal mesmo que a freqüência sexual diminua, embora se espere que não acabe por completo – isso só acontecerá com o avançar da idade, ou em consequência de alguma impossibilidade física.


Uma relação de casamento envolve muitos aspectos: companheirismo, apoio mútuo, amizade, projetos em comum, sentir-se bem na companhia do parceiro, confiança, estímulo profissional e pessoal entre eles, harmonia familiar, admiração e respeito, entre outras coisas. Aí você me pergunta: bem, se não há sexo então é

uma relação de amizade, de irmão? Não necessariamente. O importante é que ambos estejam em sintonia com a situação.


Cada relação é única, cada história construída envolve aspectos diferentes a serem levados em conta. Então, não nos apeguemos ao que as pessoas consideram ser “certo” ou “errado”, mas sim ao que faz mais sentido para nossa história pessoal.

Se você está num casamento onde tudo é gostoso, mas falta o sexo, está em suas mãos decidir o que fazer. Uma coisa é fato: o sexo une o casal, favorece a intimidade, proximidade e cumplicidade, além de trazer benefícios à saúde de ambos. Às vezes é apenas uma questão de olhar mais para isso, voltar a cuidar dessa parte que foi esquecida, reacendê-la com vontade, investir na intimidade do casal que ficou em segundo plano. De repente vai se surpreender com o que pode encontrar!


Por outro lado, se sente que a ligação entre vocês já esfriou ao ponto de não fazer mais sentido, está sofrendo apenas para segurar algo que já acabou – e o sexo pode ser um sinal disso -, então vale a pena procurar ajuda. Lembre-se de que você é responsável pelas escolhas que faz em sua vida.


Podemos permanecer no conhecido que não nos satisfaz, vivendo a eterna sensação de “falta”, infelizes, muitas vezes por acreditar que não merecemos algo melhor ou por medo das consequências de uma mudança com tudo o que ela acarretará em nossa vida, ou mergulhar num processo de autoconhecimento, em busca do que nos faz realmente sentido. Está em suas mãos. Boa sorte!

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Marina Vasconcellos

Psicologia - Perdizes, São Paulo/SP
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