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Nunca consigo ter um orgasmo; há uma explicação fisiológica para isso?

Publicado no portal UOL - VivaBem,08.06.21

Por: Daniel Navas

Sim. Chamada de anorgasmia, essa dificuldade em atingir o orgasmo tem como principal causa fatores psicológicos, mas também pode estar relacionada a questões físicas.


Se for algo orgânico, como baixo nível hormonal, ou até mesmo o uso de certos medicamentos, o médico poderá prescrever o tratamento ideal. Por outro lado, a mulher pode ser diagnosticada com a musculatura do assoalho pélvico flácida. Isso dificulta a contração da vagina no pênis durante o sexo e diminui a excitação. Neste caso, o melhor é entrar em contato com um fisioterapeuta para que ele passe exercícios que fortaleçam essa região.


Descartadas todas essas hipóteses, o próximo passo é entrar em contato com um psicólogo especialista em sexualidade. Serão nas conversas com este profissional que provavelmente vocês encontrarão os motivos que desencadearam na dificuldade em chegar ao orgasmo. Afinal de contas, traumas do passado, valores religiosos, tabus, pais rígidos e a baixa autoestima são alguns dos fatores que podem interferir diretamente na vida sexual de qualquer pessoa.


Também é muito importante saber que algumas mulheres não conseguem atingir o orgasmo, mesmo depois do tratamento. Por isso, é primordial conhecer o seu corpo. A melhor forma de fazer isso é através do toque, da já conhecida masturbação. Assim, você consegue identificar quais são os pontos que mais lhe trazem excitação.


Além disso, estimular o clitóris durante o ato sexual, por exemplo, pode aumentar a chance de ter orgasmo. Mas há diversos outros locais do corpo a serem estimulados, fantasias e desejos que contribuem e muito para aumentar a excitação.


Fontes: Eduardo Perin, psiquiatra especialista em TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) e em sexualidade, de São Paulo; Lilian Fiorelli, médica ginecologista especialista em sexualidade feminina e uroginecologia pela USP (Universidade de São Paulo); Marina Vasconcellos, psicóloga e terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Renata Hayashi, ginecologista do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR).