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Ménage: como tirar proveito da modalidade

Publicado em Yahoo - Vida e Estilo Por: Ava Freitas

Conhece a frase “o combinado não sai caro”? Pois ela é perfeita quando o assunto é ménage ou sexo a três. Para colocar em prática essa fantasia sexual sem comprometer o relacionamento, é necessária muita conversa para deixar o campo das ideias e partir para a ação.


Para a psicóloga e terapeuta de casais Marina Vasconcellos, antes de mais nada, é preciso consenso para experimentar a prática. “Ninguém pode estar se sentindo obrigado a fazer”, afirma ela.


Escolhendo o terceiro elemento

Se você e seu par estão conscientes de que se trata de um desejo de ambos, o próximo passo é definir com quem: homem ou mulher? Quem interage com quem no primeiro caso? E no segundo?


É ainda importante definir se a pessoa escolhida para o ménage será conhecida ou desconhecida e onde vocês vão buscá-la. Amigos, casas de suingue e mesmo aplicativos podem estar entre os meios.


Limites

“Vale conversar também o que pode rolar entre os envolvidos. Quem pode tocar quem? O que pode e o que não pode? Em termos de carícias, beijos e mesmo penetração. Lembre-se de que você nunca esteve na situação e, portanto, não sabe como vai reagir”, diz Marina.


Combinados triviais também podem ser feitos para evitar constrangimentos. Vocês vão receber a pessoa na casa de vocês ou vão a um motel? Terminado o sexo, como despachar o convidado educadamente ou não precisa despachar, cabe um pernoite? Acredite, vale entrar nos detalhes, porque a improvisação terá bastante espaço para acontecer.


Sinal vermelho

Marina, no entanto, faz um alerta: se apenas a conversa entre vocês sobre a fantasia já estiver difícil talvez seja o caso de repensar a realização dessa fantasia especificamente.


“Para aproveitar a experiência, o casal precisa ter uma sexualidade tranquila. Você precisa estar muito à vontade para abrir seu momento mais íntimo para uma terceira pessoa”, comenta a especialista. A terapeuta afirma que, no caso de dúvida, melhor não levar a ideia adiante ou trocá-la por algo mais simples para o contexto do casal.


E depois?

Sobre o impacto da realização da fantasia na vida do casal, Marina afirma que é difícil de prever. “Não há uma regra. Vai depender de como está a relação, o sexo entre vocês e como individualmente vão encarar a experiência.”


A psicóloga conta que já viu quem realizou o ménage e depois se contentou em relembrar a dois como foi, como uma forma de esquentar a relação. “Mas tive paciente que fez apenas para satisfazer o parceiro, que, depois, queria repetir. A pessoa começou a achar que não era suficiente para satisfazer o par e o relacionamento degringolou.”

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Marina Vasconcellos

Psicologia - Perdizes, São Paulo/SP
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