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  • Marina Vasconcellos

Intolerância


Será que um dia conseguiremos viver num mundo tolerante, onde as pessoas

possam discutir pontos de vista diferentes sem brigar?

Quando evoluiremos o suficiente para entender que nem todos precisam

pensar da mesma forma, e mesmo assim podemos conviver com respeito e

sem ofensas ao outro?


Seja na família, na convivência com amigos, colegas de trabalho, cônjuges, na

política, religião, futebol...

Por que o ser humano tem tanta dificuldade em entender que cada um é um,

as ideias diferem e isso não precisa significar “exclusão”, “cancelamento”,

“julgamento” e nem justificar agressões por parte de quem não concorda?

É claro que não me refiro aqui a extremismos, e sim àquilo que vivemos no dia

a dia.


Estamos vivendo um momento de tensão na política, em especial, que está

angustiando muita gente. Se a pessoa apoia um lado e quer falar a respeito, é

imediatamente agredida, xingada, julgada e menosprezada por aquele que

pensa o contrário. Não há espaço para uma conversa madura na qual

argumentos possam ser trazidos e discutidos: vira briga, os ânimos se alteram,

alguém sai profundamente ofendido, laços familiares são quebrados, amigos

de anos se afastam, uns “cancelam” os outros.


“Donos da verdade” e julgadores estão de prontidão a todo instante para impor

seu ponto de vista, sempre num tom agressivo e querendo provar sua

“verdade”. Por que não há espaço para o diálogo, para o questionamento?

Questionar ofende? Que tal colocar-se no lugar do outro e ouvir, estando

aberto para entender seu lado?


As pessoas estão cada vez mais fechadas ao diálogo saudável, ao debate de

ideias no qual possam expor o que pensam sendo respeitadas, e não julgadas.

Preconceitos estão mais do que nunca sendo expostos, indiscriminadamente.

É triste de se ver.


Gostaria de transcrever aqui a letra de uma música antiga, mas muito atual,

que traduz exatamente o que estou querendo passar. Leiam e ouçam, caso

queiram, porque é um sambinha bem gostoso!


E que possamos colocar em prática sua mensagem para vivermos em paz,

num mundo mais tolerante e harmônico. Afinal, todos têm seu valor e suas

capacidades, potenciais e crenças. Que consigamos nos respeitar e valorizar

cada um com seu jeito único de ser!

Marina Vasconcellos (29/07/22)


“Ponto de Vista”

Do ponto de vista da terra quem gira é o sol

Do ponto de vista da mãe todo filho é bonito

Do ponto de vista do ponto o círculo é infinito

Do ponto de vista do cego sirene é farol

Do ponto de vista do mar quem balança é a praia

Do ponto de vista da vida um dia é pouco

Guardado no bolso do louco

Há sempre um pedaço de deus

Respeite meus pontos de vista

Que eu respeito os teus

Às vezes o ponto de vista tem certa miopia

Pois enxerga diferente do que a gente gostaria

Não é preciso por lente nem óculos de grau

Tampouco que exista somente

Um ponto de vista igual

O jeito é manter o respeito e ponto final

O jeito é manter o respeito e ponto final

Do ponto de vista da terra quem gira é o sol

Do ponto de vista da mãe todo filho é bonito

Do ponto de vista do ponto o círculo é infinito

Do ponto de vista do cego sirene é farol

Do ponto de vista do mar quem balança é a praia

Do ponto de vista da vida um dia é pouco

Guardado no bolso do louco

Há sempre um pedaço de deus

Respeite meus pontos de vista

Que eu respeito os teus

Às vezes o ponto de vista tem certa miopia

Pois enxerga diferente do que a gente gostaria

Não é preciso por lente nem óculos de grau

Tampouco que exista somente

Um ponto de vista igual

O jeito é manter o respeito e ponto final

O jeito é manter o respeito e ponto final

O jeito é manter o respeito e ponto final

O jeito é manter o respeito e ponto final

Compositores: Eduardo Lyra Krieger / Joao Cavalcanti

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