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Curta um tempo a mais com sua família

Publicado no Portal Atmosfera Feminina,10.02.11

“Minha vida está um corre-corre e estou sem tempo para nada”. Esta é a frase que mais se ouve hoje em dia. Se ela faz parte do seu dia a dia, cuidado: pode ser que você também esteja com pouco tempo de sobra até mesmo para a sua própria família.


Para Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC-SP, os pais estão perdendo cada vez mais o contato com os filhos. “As pessoas estão trabalhando demais e, com a invenção da internet, dos e-mails, continuam trabalhando quando chegam em casa. E a pergunta a fazer é: você está acompanhando o crescimento dos seus filhos? Está se inteirando direito dos problemas deles? Têm dedicado tempo para conversar com eles?”, questiona Marina.


Segundo a psicóloga Silvia Pedrosa, especializada em terapia familiar, a importância de ficar com os filhos não se refere à quantidade de tempo, mas sim à qualidade do convívio. Se a criança é pequena, por exemplo, o importante é promover uma brincadeira e fazer parte dela, se envolver, se divertir.


Conviver, participando de todas as fases de crescimento e desenvolvimento do filho, é fundamental, é dessa forma que se vai educando, formando conceitos, valores, trocando, porque o filho ensina também.


“Sem convivência e troca de afeto, o vínculo fica comprometido. Os sentimentos que criam laços entre pais e filhos são frutos do convívio ao longo do tempo, da amizade, da confiança que vai se estabelecendo dia após dia, das conversas, dos limites, da superação dos conflitos inerentes a todos os relacionamentos, do respeito mútuo, entre outras coisas”, afirma Silvia.


Fortaleça o vínculo com a família

A psicóloga Marina Vasconcellos dá algumas sugestões importantes:


- Reserve momentos do seu tempo para se dedicar exclusivamente à família, nem que seja nos fins de semana.


- Lembre-se: qualidade é mais importante que quantidade. O ideal é ter os dois. Quando estiver presente com a família, esteja por inteiro.


- Quando fizer atividades com a família, principalmente externas, desligue o celular.


- Se os seus filhos são adolescentes, escolha programas mais ativos, dinâmicos. Mas lembre-se: sempre pergunte o que eles querem. Às vezes, sem querer, acabamos impondo algo que não tem nada a ver com o que eles realmente curtem.

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Marina Vasconcellos

Psicologia - Perdizes, São Paulo/SP
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